Santa Cruz do Sul é uma cidade localizada na região central do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil e a região se destaca pela força do agronegócio, sendo um dos principais pólos agroindustriais do país

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento do agronegócio na região.

O clima é favorável para o cultivo de diversas culturas, como soja, milho, trigo, tabaco, entre outros. O solo é considerado um dos mais férteis do país, o que favorece o cultivo de diversas culturas agrícolas.

A cidade está localizada em uma região estratégica, próxima a importantes rodovias e hidrovias, o que facilita o transporte de produtos para outras regiões do país.

O agronegócio conta com a aplicação de tecnologias modernas, como o uso de sementes transgênicas, irrigação por gotejamento, drones para monitoramento de lavouras, entre outras.

As cooperativas de produtores rurais têm grande presença na região, garantindo uma estrutura organizacional eficiente e contribuindo para o fortalecimento do agronegócio local.

A cultura agrícola também é forte na região, com muitos agricultores familiares e pequenos produtores rurais que contribuem para a diversificação e fortalecimento do setor.

Produção de tabaco 

A cidade de Santa Cruz do Sul é uma importante região produtora de tabaco no Brasil, com uma indústria consolidada e grande importância para a economia local. 

O cultivo de tabaco é uma atividade importante na região, com diversos produtores rurais que se dedicam ao plantio e colheita da cultura. As principais variedades cultivadas são a Burley e a Virgínia. 

Há duas indústrias fortes na cidade, a Souza Cruz e a Philip Morris que atuam há muitos anos e empregam milhares de pessoas. Grande parte da produção de tabaco da região é destinada à exportação, principalmente para países da Ásia e da Europa. 

A indústria do tabaco tem sido historicamente importante para muitos países, incluindo o Brasil, onde é uma das principais culturas agrícolas e uma fonte significativa de empregos e receita para o governo. No entanto, também é uma indústria controversa devido aos impactos negativos na saúde pública e no meio ambiente.

No Brasil, a indústria do tabaco é um importante setor econômico, gerando milhões de empregos diretos e indiretos e contribuindo significativamente para a economia do país. O Brasil é um dos maiores produtores de tabaco do mundo, juntamente com a China e os Estados Unidos, e é um importante exportador para países como China, Bélgica e Alemanha.

No entanto, a indústria do tabaco também enfrenta desafios significativos, como o aumento da conscientização sobre os impactos negativos do tabagismo na saúde pública e os esforços de governos para restringir a produção, a comercialização e o consumo de produtos de tabaco.

Em todo o mundo, a indústria do tabaco é um setor importante da economia, mas também é objeto de muitos debates e políticas públicas relacionadas à saúde pública. O consumo de tabaco é considerado uma das principais causas de morte evitável em todo o mundo, e muitos governos estão adotando políticas para reduzir o consumo, incluindo aumentos nos impostos sobre o tabaco, proibições de publicidade e promoção, e restrições à venda de produtos para menores de idade.

Santa Cruz volta a quinta colocação no ranking do PIB gaúcho

Com o aumento expressivo no faturamento da indústria do tabaco, Santa Cruz do Sul recuperou posições no ranking do PIB em 2020. O município foi o que mais avançou entre as maiores economias do Estado no primeiro ano da pandemia, passando do oitavo para o quinto lugar, menor patamar de 2014. 

Os números foram divulgados em dezembro de 2022, pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE). 

Segundo o estudo, a economia santacruzense cresceu 6,8% em 2020, enquanto o PIB do Rio Grande do Sul encolheu 2,4% na esteira das restrições às atividades econômicas impostas para controlar a disseminação da Covid-19. Com isso, a participação de Santa Cruz no PIB estadual saltou de 2,04% em 2019 para 2,23%. 

A frente de Santa Cruz no ranking, estão Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas e Gravataí. 

De acordo com o pesquisador da DEE, Martinho Lazzari, os números mostram que a pandemia atingiu principalmente o comércio e os serviços – em especial segmentos como os de alojamento e alimentação – enquanto a indústria e a agropecuária, apesar da estiagem prolongada naquele ano, foram menos impactadas. “Em função disso, os municípios mais prejudicados foram aqueles onde os serviços têm mais relevância. É o caso de Porto Alegre e cidades da Serra, que têm turismo forte, como Gramado. Já municípios que têm uma agricultura forte, sofreram menos”, analisou. Porto Alegre, por exemplo, foi a cidade que mais perdeu participação no ranking geral, de 17,1% para 16,2%. 

Das 10 maiores economias do Estado, apenas três avançaram no ranking de um ano para o outro – além de Santa Cruz, Passo Fundo (do 7º para o 6º lugar) e Pelotas (do 10º para o 9º). De acordo com Lazzari, a valorização dos preços na indústria fumageira levou a um crescimento significativo no valor adicionado do setor naquele ano, com reflexo sobre a arrecadação de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Desde 2014, quando pela primeira vez chegou ao quinto lugar no ranking do PIB, o desempenho do município oscilou. Em 2017, por exemplo, caiu para décimo. 

 

 

Santa Cruz também tem o maior PIB per capita entre as maiores economias. O índice chegou em 2020 a R$ 79,8 mil, quase o dobro da média estadual (R$ 41,2 mil).

Ao todo, três municípios gaúchos apareceram entre as 100 maiores economias do país: Porto Alegre, Caxias do Sul e Canoas. Gravataí, que estava em 89º lugar em 2019, saiu da lista. 

As maiores economias do RS:

Município PIB Participação no RS 

1)    Porto Alegre R$ 76 bilhões 16,15% 

2)    Caxias do Sul R$ 25,9 bilhões 5,51%

3)    Canoas R$ 18,4 bilhões 3,92%

4)    Gravataí R$ 10,6 bilhões 2,26%

5)    Santa Cruz do Sul R$ 10,4 bilhões 2,23% 

6)    Passo Fundo R$ 10 bilhões 2,13%

7)    Rio Grande R$ 9,9 bilhões 2,12% 

8)    São Leopoldo R$ 9,7 bilhões 2,02%

9)    Novo Hamburgo R$ 9,2 bilhões 1,97% 

(Fonte: Gaz)